AMOR, INSTRUMENTO DE DEFESA
Fedra Renisar
O que Newton e Platão têm em comum?
Para o amor, a mesma teoria! São 12 séculos entre os
dois e nada mudou, mesmo hoje, decorridos mais quatro séculos.
“Não se pode desejar aquilo que já se possui.” Platão
“Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço,
ao mesmo tempo.” Isaac Newton
Descendo a terra:
Nunca a oferta foi tão abundante. Tem mais homens e
mulheres na praça do que táxis. Verdade que é preciso garimpar para encontrar
algo realmente bom. As aparências são boas, por vezes, ótimas. Alguns parecem recém-apeados
do cavalo branco e outras – a julgar pelos divinos “derrière”, eufemismo elegante para bunda-, saídas de os quadrinhos
de Zéfiro (vale a pesquisa)-, para a realidade.
Quando a carência aperta – afinal, comer sempre de o
mesmo cardápio cansa-, é preciso pedir licença ao celular, e mesmo de rabo de
olho, buscar um extra.
A brincadeira é legal, mas perigosa. Vai que pinte
alguém, que não era pra, e bagunce tudo.
Aí é que entram Platão e Newton.
Fazer o quê (!?) Quando o inimigo é mais forte...Segredo
revelado! É só usá-lo como escudo para tudo o mais que aparecer.
1) Cair fora o mais rápido possível; i.e; não a seco!
2) Manter com carinho o cotovelo dolorido. Quanto mais,
melhor.
3) Nos momentos solitários, lançar mão da criatura em
questão. Não fisicamente, é claro.
4) Se fraquejar, lembre que nada é para sempre.
Eterno é o que
não se consegue ter.