terça-feira, 3 de agosto de 2021

AMOR, INSTRUMENTO DE DEFESA

 

AMOR, INSTRUMENTO DE DEFESA

Fedra Renisar

O que Newton e Platão têm em comum?

Para o amor, a mesma teoria! São 12 séculos entre os dois e nada mudou, mesmo hoje, decorridos mais quatro séculos.

“Não se pode desejar aquilo que já se possui.” Platão

“Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço, ao mesmo tempo.” Isaac Newton

Descendo a terra:

Nunca a oferta foi tão abundante. Tem mais homens e mulheres na praça do que táxis. Verdade que é preciso garimpar para encontrar algo realmente bom. As aparências são boas, por vezes, ótimas. Alguns parecem recém-apeados do cavalo branco e outras – a julgar pelos divinos “derrière”, eufemismo elegante para bunda-, saídas de os quadrinhos de Zéfiro (vale a pesquisa)-, para a realidade.

Quando a carência aperta – afinal, comer sempre de o mesmo cardápio cansa-, é preciso pedir licença ao celular, e mesmo de rabo de olho, buscar um extra.

A brincadeira é legal, mas perigosa. Vai que pinte alguém, que não era pra, e bagunce tudo.

Aí é que entram Platão e Newton.

Fazer o quê (!?) Quando o inimigo é mais forte...Segredo revelado! É só usá-lo como escudo para tudo o mais que aparecer.

1) Cair fora o mais rápido possível; i.e; não a seco!

2) Manter com carinho o cotovelo dolorido. Quanto mais, melhor.

3) Nos momentos solitários, lançar mão da criatura em questão. Não fisicamente, é claro.

4) Se fraquejar, lembre que nada é para sempre.

 Eterno é o que não se consegue ter.

sábado, 24 de abril de 2021

A FACE DE UM MENTIROSO

Fedra Renisar 

(...) é um fingidor. Finge tão completamente, que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente.  Fernando Pessoa

Iguais se atraem. Mais para o mal que para o bem. Mentir se torna um hábito. Hábito, em doença. Doença transmissível. Para buscar a cura é preciso reconhecer a doença. Mentira que fere, atinge até crianças e desrespeita, sem pudor, a lei – com o auxílio daqueles que deveriam fazê-la (a lei) soberana, mas compactuam da imoralidade ditada pela vingança. Vingança de a rejeição causada pelos seus próprios atos sórdidos, cínicos e imorais. Tudo temperado com mentiras, mentiras, mentiras...

O mentiroso contumaz confunde a realidade com a fantasia. A fantasia passa a ser a sua realidade. Pior, nem percebe mais o quanto suas mentiras são óbvias, até as crianças percebem. É uma doença que passa de mãe para filho. Todos veem, ninguém protesta. Cresce o monstro que poderia ter sido domado de início. É só uma mentirinha! E elas, as mentiras, vão proliferando. No seu caminho vão ficando os pedaços de dois álbuns infantis, onde a imagem de reposição se apagou. Era fake.

 Uma mentira repetida mil vezes se torna verdade. Sim, para os pobres de espírito que perderam a Guerra.

A mentira fede. Seu odor pútrido só é suportado pela carência de quem não sabe envelhecer e aceita até compartilhar o lixo rejeitado.

Só quem conviveu intimamente com um fingidor consegue apreender esta mensagem.

  A capacidade de mentir, quando a mentira está arraigada no (mau) caráter daqueles que dela se utilizam habitualmente, a ponto de mesclarem realidade e fantasia, levando à audácia de mentir até mesmo à Justiça, sem pejo de envolver quem se recusa aceitar evidências mais do que comprovadas, nos deixa uma reflexão: Seria mais um encontro de iguais? Assustador!

A mentira, a esse ponto, é uma doença. O mentiroso...

segunda-feira, 29 de março de 2021

PLANO B OU SEGUNDA OPÇÃO

 


Fedra Renisar

Conhecer alguém, trocar mensagens, ir num crescendo de envolvimento...

Estranho este mundo virtual, quando só amenidades são trocadas e, mesmo assim, dá pra sentir que há algo mais. Algo como um perfume no ar. É uma sensação inexplicável, que prescinde de a presença física.

Mas quando dá ruim, também dá pra sentir.

Uma coisa é o que se sente. A outra, é o que é. Passou algo no meio. Melhor, alguém.

E?

Melhor sair com elegância. Afinal, nada aconteceu. Fica o não dito, esquecido.

Não se pode ganhar sempre, mas é preciso entubar a perda.

Passa o tempo e o rumo da prosa muda. Amizade que andava em cima de o muro, podia cair para mais ou menos. Quando cai para menos tende a desaparecer por si só. Sem dor.

O problema é quando a figura de o meio não vinga e o outro tenta pegar o caminho de volta. Aí só resta uma saída, ouvir a velha sensatez. Mas aquela sensatez madrasta de a Branca de Neve que, sem dó nem piedade, mostra que aquele que foi posto em segundo lugar, não será jamais alçado ao primeiro, mesmo quando este estiver livre- como transformar refresco em espumante.

 pois

... lugar vago é para ser preenchido por algo (alguém) novo.