Aquele que não aprende dos erros ...
Fedra Renisar
Crise é a palavra do período. Momento é bem mais breve do
que isso. Mas, somando todos os momentos de crise pelos quais os brasileiros
têm passado, período abrange desde a nossa “descoberta” até aqui. Se isso fosse
encarado com mais seriedade, veríamos que as piadas referentes à nossa
colonização não são engraçadas, antes patéticas. Não podemos mudar o passado;
está difícil o presente; mais do que incerto, o futuro.
A palavra crise tem sido usada de formas muito específicas.
Por exemplo, o Brasil está em crise, isto é, não há mais dinheiro; casal em
crise, i.e., o relacionamento vai mal; os negócios estão em crise, i.e., quase
falindo. Bem, isso difere de estar com crise. Pode-se estar com crise de
coluna, nervos e inúmeras outras. Todas as formas de crise têm sido discutidas
e encaradas. Todas? Sim, todas referentes aos efeitos. E as causas?
As causas são tão antigas que já estão enraizadas em todos
nós. Pequenos delitos recorrentes já são considerados normais, sem que ninguém
se dê conta disso. Aquela paradinha rápida, que causa um princípio de engarrafamento,
que força os carros a passarem repentinamente para a outra pista, nem causa
mais indignação. Ou pior, aqueles que se aborrecem, também o fazem.
Sempre se dá um jeitinho para escapar de a nossa (i)responsabilidade.