domingo, 28 de junho de 2020

Ah, SE OS HOMENS SOUBESSEM


Fedra Renisar

Que é muito mais difícil conquistar uma boa amiga
Do que uma transa

Para a boa amiga dá para ligar a qualquer hora. Ela nunca vai desligar na sua cara.

Dá para contar que “Na foto, ela era linda!” Vocês vão acabar rindo juntos.

Dá até para confessar aquela broxada de doer – mistério mais profundo do que as Pirâmides do Egito. Até hoje homem nenhum conseguiu explicar.

Dá para desmarcar o bar ou o cinema, sem mentir. Taí algo que só para amiga, não ter de mentir. Faz um bem!
A boa amiga sai junto, ajuda a paquerar, não cobra nada e ainda oferece o ombro amigo.
Dá pra falar de perto, na casa dela ou na sua, sem ter de dar uma burocrática, só para mostrar que não é gay – incrível como isso não muda.

Dá pra relembrar coisas de um passado, como vinil, shows, pessoas etc. com alguém de 20 anos menos?

Um final de semana com a lindona pode ser divino. Dois seguidos, o assunto já fica um pouco restrito. Dá imaginar férias de 15 dias, só os dois? Isso sem citar os desconfortos que “uma certa idade” sempre traz – uma produção de gases capaz de fazer inveja à própria CEG -, para dizer o mínimo.

Agora, se você for portador de uma pensão “irresistível”, pode até sonhar com alucinantes noites em claro, embaladas pelo chorinho de um belíssimo bebê que é a sua cara.

Vamos dar um pulo na realidade. Ditado antigo, dinheiro chama dinheiro. Por analogia, juventude...

sexta-feira, 17 de abril de 2020

A Crise de Todos Nós




Aquele que não aprende dos erros ...

Fedra Renisar
Crise é a palavra do período. Momento é bem mais breve do que isso. Mas, somando todos os momentos de crise pelos quais os brasileiros têm passado, período abrange desde a nossa “descoberta” até aqui. Se isso fosse encarado com mais seriedade, veríamos que as piadas referentes à nossa colonização não são engraçadas, antes patéticas. Não podemos mudar o passado; está difícil o presente; mais do que incerto, o futuro.

A palavra crise tem sido usada de formas muito específicas. Por exemplo, o Brasil está em crise, isto é, não há mais dinheiro; casal em crise, i.e., o relacionamento vai mal; os negócios estão em crise, i.e., quase falindo. Bem, isso difere de estar com crise. Pode-se estar com crise de coluna, nervos e inúmeras outras. Todas as formas de crise têm sido discutidas e encaradas. Todas? Sim, todas referentes aos efeitos. E as causas?

As causas são tão antigas que já estão enraizadas em todos nós. Pequenos delitos recorrentes já são considerados normais, sem que ninguém se dê conta disso. Aquela paradinha rápida, que causa um princípio de engarrafamento, que força os carros a passarem repentinamente para a outra pista, nem causa mais indignação. Ou pior, aqueles que se aborrecem, também o fazem.

Sempre se dá um jeitinho para escapar de a nossa (i)responsabilidade.

segunda-feira, 16 de março de 2020

APÁTRIDAS EMOCIONAIS




“Ninguém nasce em família, país ou lugar que não lhe seja destinado pelo Karma” Buda

Em 2017, emigraram duas vezes mais brasileiros que em 2014. A intenção da maioria é, ou era, imigrar. Mas, faz parte de a nossa cultura a desinformação. Primeiro experimentamos. Se não der certo ,quando muito, lemos as instruções. Não se lê mais que o título de qualquer coisa. Preferimos perguntar.

A insegurança está assustadora. Melhor abandonar o barco que lutar por ele. Afinal, tudo que ele nos deu, como família, amigos, educação, oportunidades e meios financeiros para deixá-lo, não é mais do que obrigação de o Estado para com seus cidadãos.

Sair “disso aqui” e adentrar o paraíso, seja aonde for. O paraíso da vez é Portugal. Sabe-se que lá o idioma oficial é o mesmo que o nosso. Mas, quais as leis que regem os direitos dos imigrantes? Filhos de brasileiros nascidos lá têm os mesmos direitos que os portugueses? E os pais? Se a situação se apresentar, lá se vê...

A situação política e econômica do país é boa? Qual o histórico de seus governantes? A economia vai bem? Seus rendimentos brasileiros vão acompanhar o custo de vida, ora em euros? Trabalhar é fácil? A remuneração é a mesma que a de um nativo? Lembra o caso médio-recente de dentistas?

Não há muito com que se preocupar. Afinal não é como nos Estados Unidos, onde aquele nascido ali, ou filho de americano nascido seja aonde for –um dos pais é o suficiente-, é americano; pertence ao país. Ah, na Itália tem semelhanças –só que admite a dupla nacionalidade. Mas pode piorar; na Suíça, dependendo da situação de permanência dos pais no país, são apátridas mesmo! Assunto vasto e complicado.

XENOFOBIA

Em 2013, segundo dados do Itamaraty, morreram 112 brasileiros por mês no exterior, sendo o suicídio, causado pela solidão e depressão, uma das causas.  
Segundo uma brasileira que mora na Sicília, Itália, nesta semana, mais duas brasileiras cometeram suicídio. E ressalva “Estamos no outono e os dias sem sol ainda não chegaram”. O frio incomoda, mas a falta de calor (humano) é cruel. “Não temos tantos amigos. (...) É muita diferença para tanta indiferença”.

Mas, que graça teria o paraíso se não existisse o inferno?

Desprezamos a corrupção, os políticos, os vizinhos, os chefes etc. Esquecemos que, ao menos uma vez na vida já fomos corrompidos e/ou tentamos corromper alguém. Que os políticos têm sido eleitos e reeleitos pelo povo – e que fazemos parte dele-; os vizinhos também se queixam de nós e por aí vai...

quarta-feira, 11 de março de 2020

AMOR, INSTRUMENTO DE DEFESA




O que Newton e Platão têm em comum?

Para o amor, a mesma teoria! São 12 séculos entre os dois e nada mudou, mesmo hoje, decorridos mais quatro séculos.

“Não se pode desejar aquilo que já se possui.” Platão

“Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço, ao mesmo tempo.” Isaac Newton

Descendo à terra:

Nunca a oferta foi tão abundante. Tem mais homens e mulheres na praça do que táxis. 

Verdade que é preciso garimpar para encontrar algo realmente bom. As aparências são boas, por vezes, ótimas. Alguns parecem recém-apeados do cavalo branco e outras – a julgar pelos divinos “derrière”, eufemismo elegante para bunda-, saídas de os quadrinhos de Zéfiro (vale a pesquisa)-, para a realidade.

Quando a carência aperta – afinal, comer sempre de o mesmo cardápio cansa-, é preciso pedir licença ao celular, e mesmo de rabo de olho, buscar um extra.
A brincadeira é legal, mas perigosa. Vai que pinte alguém, que não era pra, e bagunce tudo.

Aí é que entram Platão e Newton.

Fazer o quê (!?) Quando o inimigo é mais forte...Segredo revelado! É só usá-lo como escudo para tudo o mais que aparecer.

1) Cair fora o mais rápido possível; i.e; não a seco!
2) Manter com carinho o cotovelo dolorido. Quanto mais, melhor.
3) Nos momentos solitários, lançar mão da criatura em questão. Não fisicamente, é claro.
4) Se fraquejar, lembre que nada é para sempre.

 Eterno, só aquilo que não se tem.